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O que empreendedores podem fazer para alcançar a Transformação cognitiva
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O que empreendedores podem fazer para alcançar a Transformação cognitiva

Em tempos em que o digital é fundamental para a sobrevivência no mercado, as empresas estão reorientando os seus esforços de transformação digital para um novo objetivo: a transformação cognitiva. A transformação cognitiva é um termo criado pelos acadêmicos Gary Klein e Holly Baxter no início dos anos 2000. Ele é definido pelos os objetivos necessários para preencher a lacuna entre o conhecimento que uma pessoa possui e o conhecimento que ela ainda precisa para realizar uma tarefa.

Neste contexto, a “transformação cognitiva” certamente se aplica à área digital. Como sinal de maturidade do mercado em 2017, o gasto mundial em tecnologias de transformação digital atingiu US $ 1,2 trilhões, de acordo com a International Data Corporation.

Já não é mais suficiente incluir o digital em todos os aspectos do negócio, desde o produto, marketing e atendimento ao cliente, até operações do dia-a-dia, governança e cultura. As empresas devem agora desenvolver estratégias com base nos dados dos clientes para competir – não apenas com inovadores icônicos como a Amazon, mas com startups ágeis também.

Para manter-se à frente da concorrência, as empresas devem ir além da transformação digital para a próxima fase de maturidade digital. É preciso obter a transformação cognitiva ou os meios para integrar dados, pessoas e recursos em todos os departamentos internos, bem como em todo o seu ecossistema. Fazer isso é fundamental para uma empresa ter a capacidade de fornecer o tipo de experiência personalizada e preditiva que as pessoas esperam.

A jornada para a maturidade digital começa com a transformação digital, cresce com inovação corporativa e termina com a verdadeira cognição.

Se uma empresa tem um longo caminho para percorrer, o segredo é não desanimar. A maioria das empresas nem sequer começou sua jornada de transformação digital, porém entendem sua importância. Neste artigo iremos abordar os passos que uma organização deve tomar para avançar com sucesso nos seus esforços de transformação digital.

Faça uma abordagem digital e móvel

Você provavelmente já ouviu falar que as pessoas acessam mais a internet por meio de dispositivos móveis do que por computadores de mesa. Estima-se que os americanos hoje estão gastando uma média de quase seis horas por dia online, de acordo com a pesquisa recente do eMarketer. O design do site, a experiência do usuário e até mesmo a sua abordagem de serviço ao cliente e inovação de produtos devem refletir isso.

A liderança da empresa deve abraçar e incorporar o digital. Muitas vezes, empresas bem intencionadas tentam incentivar a mudança criando uma “força-tarefa de inovação” ou colocando “digital” na frente de alguns títulos de membros da equipe com tecnologia avançada. A transformação digital não é conduzida apenas por esforços de base ou agentes de mudança. A transformação começa a partir do topo.

Trabalhe para entender seus clientes e melhorar a experiência dos mesmos. Por mais que a sua empresa ainda não tenha entrado para o digital, os clientes provavelmente já o fizeram. Trabalhe para entender como os seus clientes estão usando tecnologia e canais digitais. Você está vendendo para millenials? Esses “nativos digitais” esperam respostas às suas perguntas quando precisam delas.

Em um estudo feito pela Altimeter de agosto de 2017, foi perguntado a profissionais de transformação digital em cinco países onde eles estavam concentrando seus recursos para implementar a transformação digital. Cerca de 46,6% dos entrevistados disseram que estavam investindo na criação de uma experiência de cliente contínua em todos os dispositivos e canais.

A Samsung, por exemplo, para se alinhar com as crescentes expectativas dos clientes, prioriza a consistência da experiência do cliente em canais digitais e na loja. A empresa tem feito isso primeiro educando os tomadores de decisão sênior sobre a importância do digital, continuamente fornecendo resultados incrementais vinculados aos objetivos da empresa e seus departamentos para mostrar provas de conceito.

Torne-se um especialista em dados

A transformação cognitiva é fundamental para a capacidade de uma organização oferecer o tipo de experiência que os clientes esperam, como personalização e previsão em dispositivos e canais. De acordo com o estudo de desenvolvimento de personalização de 2017 da Monetate, 79 por cento das organizações que foram analisadas que excederam seus objetivos de receita ao longo de um período de 12 meses tinham uma estratégia documentada de personalização.

Uma das formas mais comuns de se iniciar uma transformação cognitiva é a criação de um registro de clientes singular em canais on-line, móveis e off-line. Essa mudança analisará dados de clientes em um só lugar para oferecer produtos e serviços personalizados e preditivos. A rede Starwood Hotels faz isso bem através do seu programa de fidelidade SPG, por exemplo.

Outras empresas, como a Lowe’s, estão usando dados para gerar novas experiências em tecnologia. A empresa utilizou a neurociência aplicada combinada ao rastreamento ocular para testar iterações de seus conceitos de realidade virtual e aumentada. Ela também está usando dados quantitativos para informar o desenvolvimento da experiência, em vez de confiar em um “sentimento mental”. Isso resultou no maior estudo de compras longitudinal da indústria de varejo na RV/RA.

Normalmente, as empresas que se aproximam do estágio de transformação cognitiva da maturação digital, tornam a inovação parte do seu DNA. Considere o JLABS da Johnson & Johnson, seu esforço para aplicar os recursos da empresa para a inovação científica, principalmente nos cuidados de saúde.

Em suma, as empresas devem levar a maturação digital a sério. Para muitos líderes empresariais, isso significa mudanças em processos, abordagens, tecnologias e filosofias, mas não há tempo a perder. Logo as empresas que não aderirem começarão a perder espaço para s que investiram na cognição.