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Internet das coisas: O que é e quais as suas aplicações?
Internet das Coisas

Internet das coisas: O que é e quais as suas aplicações?

Provavelmente você já ouviu falar sobre a Internet das Coisas. Ela é uma tendência que tem crescido muito no meio da tecnologia e está cada vez mais presente no dia a dia das pessoas apesar da sua definição ainda ser desconhecida para muitos.

O que é a Internet das Coisas?

Ao olhar rapidamente a sua volta você provavelmente verá alguns dispositivos que podem se conectar à internet como smartphones, tablets, notebooks, desktops. Se for pensar mais além, o mundo é repleto desses objetos. Existem câmeras de segurança que transmitem as imagens online, videogames que permitem jogar com pessoas de todo o mundo, microchips que monitoram animais, Smart TVs e muito mais.

A Internet das coisas, ou Internet of Things (IoT), pode ser definida como um sistema formado por vários dispositivos inter-relacionados, cada um com o seu identificador único, que tem a capacidade de transferir dados em uma rede sem a necessidade de intervenção humana.

Uma “coisa” é qualquer objeto que possui um endereço IP e a capacidade de transferir dados através de uma rede. Alguns exemplos disso podem ser um microchip de identificação de animais e sensores de temperatura que geram avisos em caso de superaquecimento.

Apesar de só ter ganhado um nome em 1999, a Internet das Coisas já vem sendo desenvolvida a muito tempo. O primeiro exemplo desse tipo de tecnologia foi uma máquina de Coca Cola instalada na Universidade Carnegie Mellon no início dos anos 80. Ela permitia que os programadores se conectassem á ela pela internet para verificar se havia alguma bebida gelada antes de ir até o local buscar.

O crescimento da Internet das Coisas

A Internet das Coisas é muito mais do que as smart homes ou vários aplicativos conectados. Ela pode trazer grandes benefícios até mesmo para cidades e empresas. Os usos dessa tecnologia criam várias possibilidades, desde telas em rodoviárias que informam aos usuários a localização atual de cada ônibus até sensores conectados para analisar o uso e desempenho de produtos.

Atualmente ela é um elemento fundamental na transformação digital, permitindo que as empresas possam reinventar produtos, serviços, operações internas e até mesmo modelos de negócio. Como já trabalham com tecnologias mais novas e tem mais flexibilidade, as startups e pequenas empresas poderão se aproximar cada vez mais da concorrência aproveitando as vantagens que a Internet das Coisas oferece.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Economist Intelligence Unit, para boa parte dos empresários, os principais obstáculos para a implementação da Internet das Coisas são práticos. Em 2013, muitos executivos se queixavam da falta de entendimento e percepção sobre o assunto. Já atualmente as suas maiores preocupações são com questões práticas.

Para 29% dos participantes, um dos maiores desafios é o alto custo do investimento necessário para a implementação da Internet das Coisas. Em segundo lugar vieram as preocupações com questões de segurança e privacidade.

Em contrapartida, foi notável o otimismo de mais de metade dos participantes em relação aos benefícios da sua implementação. Além da redução de custos operacionais, a IoT também tem grande importância nas estratégias de transformação digital.

A Internet das Coisas trouxe mudanças para a forma como as empresas lidam com o valor do consumidor. Um grande exemplo de possibilidade de transformação é o caso da divisão de eletrônicos da Philips e os serviços de fornecimento de energia da Cofely.

Juntas essas empresas fornecem energia para o Schiphol, o quarto Aeroporto mais movimentado da Europa. O aeroporto paga apenas a luz utilizada e a Philips continua sendo responsável pelos equipamentos e instalações. Junto com a Cofely ela é responsável pelo desempenho do sistema, assim como do seu reuso e reciclagem no fim da vida útil.

Como as startups podem utilizar a IoT?

Para se manter competitivas mesmo em meio as grandes organizações, as startups e pequenas empresas podem optar por investir em novas aplicações e tecnologias. As suas possibilidades de uso são praticamente infinitas, basta estar disposto inovar e apostar em novidades. Veja alguns exemplos:

Design e Marketing. Você pode utilizar sensores que enviam informações sobre o uso do produto para auxiliar no processo de design e marketing. Além de ter um custo bem mais baixo, os dados são coletados rapidamente e com muito mais precisão.

Manutenção. Você não precisará ter o produto em mãos para identificar e avaliar o desgaste de componentes. Os seus custos de manutenção e operação irão cair muito, pois as falhas dos equipamentos poderão ser identificadas antes que eles comecem a apresentar defeito e se tornem inutilizáveis.

Um exemplo disso é o uso de sensores de vibração ou indicadores de calor em algumas máquinas. Geralmente esses são indicadores bem comuns de que algo está prestes a dar defeito. Ao receber informações sobre o surgimento desses sinais, os técnicos já podem ir realizar a manutenção evitando que o equipamento apresente falha, deixando a produção parada por horas.

Vendas. Através do monitoramento das condições de peças e componentes, é possível prever quando os consumidores precisarão de reposição. Dessa forma a empresa pode já começar a providenciar as peças para sempre ter quando o cliente precisar.

Logística. A utilização de sensores em contêineres pode oferecer dados em tempo real sobre a sua localização e condição. Dessa forma é possível oferecer um atendimento muito mais eficiente, com mais agilidade e sem causar danos a nenhum contêiner.

Esses são apenas alguns exemplos do que pode ser feito utilizando os recursos oferecidos pela Internet das Coisas. Através deste tipo de inovação as startups e pequenas empresas podem sair na frente oferecendo serviços com muito mais eficiência e praticidade.