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Como transformação digital está mudando o papel dos CIOs dentro das organizações
Empresas, Inovação

Como transformação digital está mudando o papel dos CIOs dentro das organizações

Empresas de todos os setores estão passando por algum tipo de transformação digital na tentativa de acelerar a entrega e escopo dos seus novos produtos e serviços. A influência da tecnologia começou a mudar de linha da comunicação do CIO (ou Chief Information Officer) para todo o resto do negócio. Agora os avanços tecnológicos não ficam restritos ao setor de TI. É necessária uma integração com toda a empresa, pois ela está presenta na grande maioria dos processos.

Como resultado, ao invés de focar mais no seu papel tradicional de implementação e fornecimento de tecnologia, os CIOs agora precisam pensar em si mesmos como nutrizes de inovação e corretores de uma gama de tecnologias e serviços que atendem às demandas da evolução organização.

Uma pesquisa feita pela Gartner englobando CIOs de várias empresas apresentou resultados surpreendentes. De acordo com essa pesquisa, 95 por cento dos CIOs espera que seus empregos serão reformulados de forma significativa como resultado da transformação digital. A pesquisa revela que a maioria dos CIOs ‘líderes’ já é responsável por diversas áreas de negócio fora do seu mandato tradicional, tais como a transformação e inovação, o que faz sentido hoje em dia. Afinal de contas, mais inovação e transformação em negócios implica em pelo menos um pouco de dependência na aplicação prática da tecnologia.

A Jaguar Land Rover, por exemplo, declarou publicamente a intenção de construir 1 milhão de carros por ano até 2020, um número bem maior que os aproximadamente 500.000 em 2015 – e todos os novos modelos a partir dessa data passarão a ser elétricos ou híbridos.  Mas a capacidade da linha de produção é apenas um dos vários desafios que a empresa tem para enfrentar.  Para alcançar o seu objetivo, ela também deve projetar e colocar no mercado novos modelos, novas fábricas e novas experiências de ‘ligação’ para os proprietários dos seus veículos.

Há um reconhecimento de que a tecnologia desempenha um papel tão fundamental no fomento à inovação quanto a busca pelo melhor ambiente corporativo. Na verdade, a tecnologia é necessária para dar força à cultura da inovação. É por este motivo que o CIO da Jaguar Land Rover pode ser considerado tão atuante na vanguarda da iniciativa da empresa para a maior produção quantos os seus designers e trabalhadores de produção.

A área de TI chegou a um ponto em que pode ter envolvimento com todos os setores de uma empresa. Ela não é mais aquela área restrita que ficava responsável apenas pelo sistema, sua segurança, funcionamento e suporte aos usuários em tarefas mais básicas.

É preciso saber identificar as prioridades

Nos últimos anos, os CIOs foram obrigados a dar prioridade a áreas como a segurança cibernética e proteger suas empresas contra ameaças internas e externas. Ao mesmo tempo, eles foram obrigados a se concentrar em adotar novas tecnologias como Inteligência Artificial (IA), análise e os dispositivos conectados que compõem a Internet das Coisas (IoT), que promoverão a inovação e ajudarão os seus negócios a alcançar vantagem competitiva. A tendência é que o departamento de TI não seja mais o responsável por direcionar a adoção de novas tecnologias. Ao invés disso, outras áreas do negócio geralmente estarão em melhor posição para identificar os casos de uso e a tecnologia inovadora que proporcionará maior valor ao cliente.

Com uma menor necessidade dos CIOs atenderem às suas responsabilidades mais tradicionais, eles passam a ter mais tempo e liberdade para analisar as suas prioridades e empregar as novas tecnologias que podem estar além do escopo e compreensão dos seus colegas no departamento de TI. Ao abraçar essa nova oportunidade, os CIOs podem continuar a construir uma função de TI bem-sucedida que trabalha em conjunto com o negócio de forma mais ampla em uma tentativa combinada para alcançar os seus objetivos gerais.

De acordo com a Gartner, “alguns CIOs preferem uma equipe digital separada, enquanto outros fazem da digitalização parte do dia de trabalho da TI e da empresa. No entanto, 71 por cento dos melhores profissionais têm uma equipe digital separada para ajudá-los a escalar os seus esforços de digitalização “.

O papel do CIO passou do “fabricante” de sistemas de TI para o “corretor”, com o sucesso já não sendo mais medido pela construção e entrega de sistemas, mas sim pelos resultados tangíveis que as tecnologias integradas podem oferecer a um negócio.

Ao colocar clara e visivelmente o CIO na posição de estabelecer e direcionar a influência dos gastos crescentes de tecnologia de uma organização, as empresas – e os próprios CIOs – serão mais capazes de alcançar essa mudança inevitável e necessária no foco e no papel.

Tanto as empresas quanto os profissionais precisam estar dispostos a se preparar as essas mudanças. Com a inclusão da TI nos diversos processos, as empresas saem na frente tendo um maior domínio das suas tecnologias.