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Como a Internet das Coisas revolucionou o ramo de segurança
Internet das Coisas

Como a Internet das Coisas revolucionou o ramo de segurança

Já houve um tempo em que os computadores eram os únicos dispositivos que podiam se conectar à internet, mas hoje em dia isso não é mais uma realidade. Atualmente a maior parte dos produtos eletrônicos já consegue se conectar à internet. Vemos refrigeradores, carros, termostatos e até mesmo sistema de alarme online. Há uma estimativa de que até 2010, 20 bilhões de itens já sejam parte da Internet das Coisas.

Os empreendedores, especialmente as startups, estão começando a perceber essas tendências e passando a investir em novos nichos focados na tecnologia da Internet das Coisas, um desses nichos é a segurança doméstica.

A Internet das Coisas e a segurança doméstica

Com o crescimento da Internet das Coisas, começaram a surgir vários produtos voltados para segurança doméstica. Entre esses produtos temos fechaduras inteligentes, luzes, rádios, portões de garagem e câmeras que podem ser operadas remotamente através de um smartphone ou dispositivos sensoriais como olhos e ouvidos wireless.

Veja alguns exemplos desses produtos:

  • Cocoon – Este é um dispositivo que utiliza tecnologia sonora para monitorar atividades da casa. Ele também monitora saídas e chegadas regulares com o intuito de identificar atividades suspeitas.
  • iSensor HD – O iSensor HD é uma câmera com WiFi ativado que permite visualizar toda a área a sua volta e pode ser operada de um dispositivo móvel. Ela envia notificações direto para o Skype ou celular do usuário.
  • Point – O Point é um dispositivo que “escuta” sons suspeitos em uma residência (janelas quebrando, por exemplo) e envia alertas em tempo real.

Esses são exemplos de inovações que estão apenas começando com a transformação que a Internet das Coisas está trazendo para o ramo de segurança. Mas a possibilidade de inovação não é a única coisa que fez com que empresas começassem a se interessar pela sua utilização. Existem alguns outros fatores que contribuem bastante para o crescimento de startups deste nicho.

Investimento das empresas de tecnologia

Geralmente as empresas de segurança doméstica eram as únicas focadas em inovar nessa área. Mas isso mudou o crescimento de aplicações da Internet das Coisas. Tanto o Vale do Silício quanto inúmeras startups começaram a identificar inúmeras oportunidades de expandir a sua tecnologia e aplicações no ramo de segurança doméstica.

Isso acabou gerando uma série de soluções diferenciadas. As pessoas passaram a poder investir em soluções de segurança de forma modular – um sistema de alarme de uma empresa, conjunto de câmeras de outra, um aplicativo de portão de garagem de outra e por aí vai. As startups podem diversificar ou se especializar. Existe demanda para todo tipo de ideia.

Mas seria este um ramo fechado para startups e pequenas empresas? A resposta é não. Empresas maiores também podem aplicar os seus recursos e expertise no ramo para competir e criar ideias tão inovadoras quanto estas que estão surgindo.

O aumento de aplicativos integrados

Essas soluções, ao mesmo tempo em que são resultado do crescimento das startups de segurança doméstica, também abrem portas para novas possibilidades. O único problema dessas soluções serem de diferentes empresas, é que elas acabam não sendo conectadas umas às outras. Isso cria uma oportunidade para startups criarem aplicações que tenham integração com soluções de smart home já presentes no mercado, aumentando assim a sua segurança e adaptação do usuário.

Um exemplo é a Startup Neurio que desenvolveu um sensor que consegue monitorar dispositivos mais antigos e produtos smart. O Piper, como é chamado o produto, oferece controle integrado de dispositivos domésticos, incluindo monitoramento em vídeo e de luzes.

Empresas realizando aquisições

Grandes empresas como a Amazon e o Google tem ajudado o desenvolvimento de startups de vários ramos através da aquisição. Os investimentos também estão em alta. A Sequoia, por exemplo, investiu um total de $57 milhões na SimpliSafe em 2014. Essa atividade deixou muitas startups mais confiantes e ajudou na rápida expansão do alcance do mercado.

Segurança com bom custo-benefício

Os avanços da tecnologia e crescimento de dispositivos monitoramento de terceiros estão fazendo com que o custo da segurança doméstica fique cada vez mais baixo. Isso significa que startups e empresas já podem começar a desenvolver soluções de segurança por menos. Isso também indica que a segurança doméstica está mais acessível para todos. Isso acabou expandindo o número de consumidores disponíveis neste nicho.

É preciso proteger os dispositivos de segurança doméstica

Uma ironia dos dispositivos de segurança com Internet das Coisas é que eles também precisam ser protegidos. A atividade de cybercriminosos pode apresentar um grande perigo para os produtos de segurança inteligentes. Isso significa que há uma oportunidade para startups começaram a capitalizar esses riscos com soluções de segurança adicionais. Algumas delas, por exemplo, estão trabalhando em serviços que identificam malware e endereços de IP suspeitos, alertando os moradores sempre que houver potenciais ameaças.

A medida em que a Internet das Coisas transforma o ramo de segurança doméstica, os empreendedores e consumidores vão mudando a forma que enxergam a segurança. Este é um mercado que está se tornando cada vez mais visado. O monitoramento remoto de casas é um meio barato e efetivo de ter mais segurança.